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Britney Spears odeia ser entrevistada. Pensa que Christina Aguilera está fora do jogo. Diz que não acredita em ninguém quando se trata de sua música. “Eu não sou mais aquela merda falsa”, ela diz nessa surpreendente Blender.
“Eu não acredito que a Christina disse isso sobre mim”, Britney Spears sussurra.
Na edição de dezembro de Blender, Christina Aguilera tirou um tempo para falar sobre Spears. Começou com Aguilera reclamando sobre como Spears havia recebido toda a atenção do Beijo — ambas as integrantes do Clube do Mickey tocaram os lábios de Madonna durante o MTV Video Music Awards, mas todas as reportagens eram sobre Spears. Aguilera estava especialmente chateada pelo fato de as câmeras da MTV terem cortado do beijo dela para a reação chateada de Justin Timberlake.
“Eu nem havia notado isso”, Spears diz quando os comentários de Aguilera voltam para ela. Ela faz sua cara de Shirley Temple e diz modestamente, “Me desculpe”.
Mas então Blender lê o próximo comentário de Aguilera: quando ela encontrou Spears pela última vez recentemente, ela disse, ela parecia “uma garotinha perdida que precisa de um guia”.
Spears fica chocada com essa declaração; os olhos arregalados. “Isso é engraçado”, ela diz, sem expressar nervosismo, “porque faz dois anos que eu não a vejo, e aí ela chega em mim em um clube na frente de todas essas pessoas e tenta colocar a língua dela na minha garganta! Eu falei, ‘Quem é você?’...”
Spears, visivelmente furiosa com a declaração de Aguilera, continua: “Eu digo, ‘É bom te ver’, e ela diz, ‘Bem, você não está sendo sincera comigo.’ Eu falei, ‘Bom, Christina. Qual é a sua definição de sinceridade? Chegar em garotas e beijá-las depois de não encontrar com elas por dois anos?’ Uma garota perdida? Eu acho que provavelmente é o contrário.”
Você pode perceber que metade de Spears sabe que ela não deveria estar dizendo isso, mas os comentários pouco-amigáveis de Aguilera claramente incomodaram. Ela para e se desculpa, e então, incapaz de resistir, desabafa pela última vez: “Quando alguém é rude com você tantas vezes, é tipo, ‘Sabe de uma coisa, Christina? Eu não sou mais aquela merda falsa. Você dá medo e eu sinto como se estivesse no escuro quando estou perto de você, então eu preciso acabar isso aqui agora.’”
O desabafo é, por um lado, um alívio.
Porque Britney Spears finalmente disse uma coisa que ela realmente queria dizer.
Até esse ponto em nossa entrevista, Spears manteve o auto-controle como uma pedra de gelo. Usando batom e sem expressão, ela entrou na sala, mascando chiclete, sentou-se, colocou os pés na mesa e olhou a distância por um tempo. Brusco, você poderia dizer. O tipo de entrada que te faz pensar, isso vai ser difícil.
E realmente foi. Até o desabafo de Christina, Spears havia respondido as perguntas educadamente, apesar de nervosa às vezes. Em algumas vezes ela nem respondia, ou dizia, “O que você quer saber?” Ou, rudemente, “Essa é uma pergunta pessoal.” Seguido de silêncio.
Você pergunta quantos cigarros ela fuma por dia. Ela diz rapidamente, “Nove milhões.”
Nove milhões, hum? Você deve ter pulmões de aço.
“É.” E depois, “Eu não sei mesmo. Me desculpe se soa um pouco amargo”, ela diz em sua melhor voz de pedido de perdão, “mas eu fiz um milhão de entrevistas, e é exatamente a mesma pergunta toda vez”. Ela pára e respira. “Já terminamos?”
Nós nem havíamos chegado aos 20 minutos a esse ponto.
Mas então, você entende a pressão que Spears sente.
Ela tem sido uma entertainer profissional por exatamente metade de sua vida. Em quatro anos, ela vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo todo. Ela é a primeira artista feminina em carreira solo a ter seus três primeiros álbuns estreando no topo das paradas. E o mais importante, ela tem sido simultaneamente sido um ídolo e um alvo de maus-comentários devido ao extraordinário poder sexual que ela possui sobre crianças e adultos. Ninguém desde Elvis Presley, usando nada mais que cintura, batidas e um guarda-roupas secreto, deixou tantos americanos tão desconfortáveis. Tudo desde seus seios até sua virgindade tem sido examinado minuciosamente. E ela só tem 21 anos de idade.
Seu mecanismo de sobrevivência tem sido construir um duro exoesqueleto. Ela admite que tem um truque para fugir dentro de si mesma. Ela tem, ela diz, “um jeito muito bom de escapar em minha cabeça. Eu sempre fiz isso. Se não fosse assim, eu já teria ficado louca”.
Mas nós também estamos na era em que os adolescentes que venderam milhões nos anos 90 estão ficando mais velhos. Eles cresceram, e estão ansiosos para nos mostrar como mudaram. O antigo namorado de Spears, Justin Timberlake, foi espetacular com o seu diferentemente adorável álbum, Justified. E ninguém conseguiu enterrar a imagem de garotinha-perdida mais deliberadamente — ou com mais sucesso — do que sua antiga rival, Christina Aguilera.
Spears começou seu próprio processo de crescimento em público com seu terceiro álbum, Britney (2001), que prometia uma Britney mais sensual, mais adulta, com faixas como I'm a Slave 4 U. Foi direto para o número 1, mas foi o CD dela que vendeu menos. Como uma cantora pop pós-adolescência, ela ainda tem muito a provar.
Seu novo álbum, In The Zone, vem em um ponto crítico de sua carreira. Ela trabalhou nele por mais tempo que em qualquer outro trabalho. Depois de completar sua turnê para o Britney, ela estava exausta. Sua relação de longo-prazo com Timberlake havia terminado. Ela anunciou que entraria em um “hiato”.
“Bem, na verdade, eu só disse que queria duas ou três semanas de folga”, ela esclarece. “E o mundo inteiro dizia, ‘Oh meu Deus, ela está acabada... ’”
Por apenas duas ou três semanas, ela se indulgenciou: massagens, comendo morangos e chocolate e assistindo Steel Magnolias e America's Sweethearts com as amigas. Depois ela começou a se preparar para criar o In The Zone. Pelo início de 2003, Spears estava testando novas músicas, levando-as a clubes como o Show, em Nova York — o local que inspirou o nome de sua nova música produzida por Moby, Early Mornin'. Ela se tornou uma freqüentadora de nightclubs no ano passado. Apesar de os tablóides publicarem histórias de suas bebedeiras desregradas, ela insiste que eles exageraram. “Eu só bebo dois ou três drinques agora e naquela época. Eu não gosto muito de beber”, ela diz cautelosamente. “Normalmente quando eu estou em um clube, eu estou meio que trabalhando, acreditem ou não. Eu geralmente escrevo uma música, vou lá e coloco nos auto-falantes.”
Mas In The Zone é diferente do que veio antes — pela primeira vez, ela co-escreveu a maior parte das faixas: oito de 13. “Eu já estava escrevendo músicas quando estava em turnê pelo mundo”, ela diz. “A única coisa que era assustadora para mim é que eu não sabia se elas eram boas.”
Você acredita em pessoas que te dizem que elas são boas?
“Não. Você não pode acreditar em ninguém”, ela diz. “Você tem que seguir seus sentimentos.”
As músicas em In The Zone são sexy, ocasionalmente lascivas. Em Showdown, ela murmura, “Eu não quero realmente ser uma tentação / Mas você poderia abrir meu zíper, por favor?” Algumas faixas como Early Mornin' retratam sua busca por homens na pista de dança (um cenário que ela insiste ser puramente imaginário).
Apesar do apelo sexual, ela está visivelmente mais confortável cantando sobre sexo do que falando sobre ele.
“Eu nunca falo com ninguém sobre minha vida sexual”, ela diz desinteressadamente.
Se In The Zone tem um tema, é o despertar de Spears para sua sexualidade como uma mulher solteira.
“Sim”, ela concorda, “mas eu acho que foi feito saborosamente. Eu não acredito em projeção de você mesmo em um jeito sujo. Mas eu gosto de fazer isso porque eu não tive isso por algum tempo. Eu estava meio obcecada por um momento. As pessoas conversam sobre isso o tempo todo quando elas não têm...”
Não têm o quê?
“Sexualidade em suas vidas.”
Em outras palavras, a foto que ela tem ao lado da cama não é de nenhum gostosão, mas do Mickey, o cachorro dela. “Oh meu Deus! Mickey. Ele é tão fofo!”, ela fala com uma voz fina.
A vida de mulher solteira nunca foi tão graficamente explorada como em Touch of My Hand. “Um outro dia sem um amante”, ela sussurra, “cada vez mais eu entendo o toque da minha mão”. É sobre Britney sendo ela mesma e, hum, se tocando.
De onde veio isso?
“Humm. Bem, eu não sei. É uma idéia inteligente, porque não existe nenhuma música sobre masturbação.” [Nota do Editor: tecnicamente falando, existem várias — veja no quadro ao lado “Toque Uma!”.]
E masturbação é algo que todo mundo faz?
“Sim”, ela diz, bocejando como se repentinamente tivesse cansado do assunto.
Você se preocupa com a reação que uma música assim irá receber?
“Como assim?”, ela diz rapidamente, com raiva. “Juntar pessoas para falar sobre masturbação? É por isso que eu fiz a música.”
É mesmo?
“Bem, se eles não gostam, não escutem.” Ela estoura em uma explosão de risos.
No sábado, Spears está nos estúdios da NBC em Nova York para aparecer como convidada músical no Saturday Night Live.
Spears corajosamente passa por uma esquete baseada no Beijo, com o comediante no SNL, Lorne Michaels, tentando persuadir, mostrando interesse sexual, ela e Halle Berry a tocarem os lábios uma da outra.
“Eu já dei aquele beijo na Madonna no VMA”, Spears responde, como está no script. “Eu sinto que isso já está ultrapassado.”
Fora do ar, Spears finge estar chocada com a reação ao Beijo.
“É grande demais. Tipo, droga. Tantas garotas beijam umas às outras. Qual é o grande problema? Eu não entendi. Eu honestamente estou tão ocupada com as minhas coisas, eu não presto muita atenção na magnitude das coisas até alguém chegar e dizer, ‘Aquilo foi um grande problema.’”
Missy Elliott disse, “Nós todos sabíamos que Madonna faria algo assim — mas Britney? Foi como ver uma freira beijando um rapper.”
“Ela acha que eu sou uma freira?” Spears debocha nervosa. “É tão estranho como o nosso universo funciona. Uma parte do mundo acha que eu sou, tipo, uma fofa. E a outra parte do mundo acha que eu sou essa virgem sexy. Eu não entendo isso.”
Ainda assim, o contraste claramente faz a marca Britney Spears ser tão poderosa. Tem estado lá desde o início, quando ela mesma escolheu sua roupa de colegial para seu clipe ...baby one more time. Ela aparece genuinamente confusa quando mães a atacam por encorajar suas filhas a parecerem sexy. Recentemente, numa conferência de violência doméstica, a primeira dama de Maryland, Kendel Ehrlich, disse, “De verdade, se eu tivesse a oportunidade de dar um tiro em Britney Spears, eu acho que daria.” (Ela se desculpou pelo comentário mais tarde.)
O que você diria para alguém que diz algo assim?
“Eu diria para relaxar. Eu não sou responsável pelos filhos deles. A única pessoa com quem eu me preocupo é a minha irmãzinha, e é isso. Eu não estou aqui para agradar nenhuma outra família, só a minha.” Ela pausa. “Eu não sei. Eu acho bom que as crianças se expressem.”
Você achou estranho quando você estava sendo entrevistada sobre o Beijo no CNN por Tucker Carlson de gravata-borboleta?
Spears está completamente sem expressão. Ela faz isso muito. “Oh”, ela se lembra repentinamente. “O cara esquisito? Ele era muito sofisticado. Era tipo, ‘Vá pegar um Valium.’ Abençoe o coração dele. Ele estava muito interessado na entrevista, um pouco demais.”
No pequeno palco do SNL, Spears e os dançarinos se apresentam com o primeiro single do In The Zone, a colaboração de Madonna, Me Against The Music.
Dançando e cantando, Spears está em casa. Ela transborda confiança cantando e dançando. Dentro de poucos segundos, seu chapéu brilhante cai, bagunçando seu cabelo loiro, mas Spears não erra um passo. Quando a música chega aos versos de Madonna, ela não consegue deixar de cantar ao longo das palavras. Ela está visivelmente lisonjeada em ter Madonna como convidada em seu novo álbum.
Spears tem sido fã de Madonna por anos. Na primeira vez que as duas se encontraram, Spears disse desajeitosamente: “Eu acho que devo te abraçar.” “Eu estava meio deplorável”, ela diz, rindo da memória. “Eu não sabia o que dizer. Eu mal posso acreditar que ela esteja no CD.”
Não é só que ela esteja no CD; Madonna escreveu o verso espontaneamente. “Eu só pedi a ela que fizesse uma coisinha”, Spears diz, “mas ela realmente se dedicou. Ela fez muita coisa.”
Spears estava em um quarto de hotel em Boston quando a gravação chegou. Quando ela ouviu o verso que Madonna havia adicionado à música, ela estava, ela diz, “mais que surpresa”. Ela chorou.
“Ei Britney / Você diz que quer perder o controle / Venha até aqui; Eu tenho algo para te mostrar...”
A letra poderia ser Madonna generosamente passando o reinado ao novo talento. Mas também poderia soar como uma provocação da velha guarda à novata nervosa. É a hora de perder o controle.
“Se você se acha tão sexy / É melhor me mostrar o que você tem...”
Nos bastidores, Spears não sai com as estrelas. Ela permanece em sua própria área confortável. Ela prefere sair com as amigas. Elas recentemente, ela diz, descobriram os narguilés. O favorito de Spears é o tabaco sabor morango. “Eu nem sabia que existiam coisas como narguilé até duas semanas atrás”, ela diz.
Ela pára abruptamente e pergunta: “Narguilé não é uma erva, é?”
Não.
Ela parece aliviada.
Spears se distanciou de sua criação Batista durante a Nova Fase, auto-terapêutica. Ela lê livros como Peter Maurer: É Meu Caminho, Um Guia de Átomos, Física e Experiência Humana Para Leigos (pouco de Física, mas muito de Budismo) e livros de relaxamento e realização pessoal como O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. No pulso, ela usa a mesma pulseira vermelha da Cabala que Madonna usa. “Ela serve para afastar o mal e pessoas te julgando e constantemente te jogando o Olho Mau”, Spears diz. “Uma vez que ela recebe tudo o que podia receber, ela cai.”
Ela passa o dedo nela. “Ela deveria cair a cada seis meses. A minha cai todo dia”, ela diz calmamente.
A segunda música que Spears canta no SNL é Everytime.
Não é a melhor balada dela, mas a letra, sobre um rompimento, é certamente tocante. Ela canta: “Eu tento acreditar que você está aqui / É o único jeito eu vejo claramente / O que eu fiz? Você parece seguir adiante sem dificuldades.” É uma música para um amor perdido que ela quer de volta. “Eu devo ter te feito chorar / Por favor, me perdoe / Minha fraqueza causou sua dor / E essa música é o meu pedido de desculpas...”
Circula um rumor de que Spears e Justin Timberlake teriam rompido porque ela supostamente teria o traído com o coreógrafo Wade Robson. Timberlake cantou sobre o rompimento em Never Again e Cry Me a River, que culpava Spears pelo que aconteceu. “Você não tem que dizer o que fez”, ele cantou. “Eu já sei — eu descobri por ele.”
Você é uma compositora auto-biográfica?
“Eu escrevo sobre mim mesma e minhas experiências, mas não até o ponto onde é tão pessoal que eu me sinta auto-explorada.”
Mas Everytime parece ser sobre seu ex.
“Umm”, ela diz, e depois pausa.
É?
Ela responde desinteressadamente: “Essa é uma pergunta pessoal.”
Então você não está dizendo que não é sobre Justin — você só não quer responder por que é pessoal?
Ela concorda sem abrir os lábios: “Mmm.”
Depois disso se segue o tipo de pausa desconfortável que você espera que Spears preencha. Mas é claro que ela não faz isso.
Quatro dias depois do SNL, estamos enclausurados em uma pequena sala de reuniões em Trum Towers, em Manhattan. Nossa entrevista vai especialmente bem.
Você sabe quanto dinheiro tem?
“Eu não sei”, ela diz exasperada. “Eu sei quanto dinheiro eu tenho no meu fundo de garantia, mas isso é uma pergunta pessoal.”
Nós não estamos te pedindo para ser exata. Só diga, você é o tipo de pessoa que fica de olho no dinheiro? Você sabe quanto custa um litro de leite?
“Não sei — $4,50?”
Durante o seu tão falado hiato, quando Christina e Justin lançaram seus álbuns e ambos tiveram bons resultados, uma parte de você não ficou pensando: “Droga, eu não tenho nada sendo lançado”?
“Eu tive meu momento. Eu tive meu tempo. Eu acho que é inspirador quando Shakira ou Avril Lavigne fazem alguma coisa. Gwen Stefani. Madonna. Nós somos todas artistas verdadeiras. Nós só estamos aqui como modelos tentando levar um pouco de luz ao mundo. É simplesmente isso.”
Então você nunca sofreu acessos de paranóia?
“Do que você está falando?”, ela diz, repentinamente irritada. “Eu não estou entendendo de onde você tirou isso.”
Você ouviu falar que os soldados americanos encontraram uma foto sua em uma parede dentro de um dos palácios de Saddam Hussein no Iraque?
“Encontraram? Isso é assustador.” Ela pega uma garrafa de água. “E daí?” ela pergunta de repente, suspeitando que Blender está tentando encontrar algo de ruim nela.
Na época dos atentados de 11 de setembro, você foi citada como uma das razões das pessoas serem hostis com a América. Você foi alegada de representar a imoralidade e a hegemonia da cultura americana.
“Que diabos você está falando?”
Você já ouviu isso?
“Essa entrevista”, ela diz, “está profunda demais”.
Pausa.
Como você está começando a promover seu novo CD, você tem meses de entrevistas pela frente. Vai ser difícil, não vai?
“Sim, vai.”
Como você pensa que irá enfrentar isso?
Repentinamente, por um segundo, o gelo derrete. Ela relaxa com uma explosão repentina de risos. “Oh, eu não sei. Deus”, ela diz. “Eu malho à noite e faço boxe, e isso alivia muito o stress. Eu amo fazer boxe.”
E presume-se que você imagina estar batendo em jornalista toda vez que usa um saco de areia?
“Não!” Ela ri novamente. “Me desculpe. Eu estou sendo meio rude agora”, ela diz. “E eu me sinto mal por dizer aquelas coisas sobre Christina... mas é que existem coisas um pouco sombrias aí.”
Mais tarde, nós vamos ao Gotham Hall de Nova York, onde Spears está ensaiando para um especial do ABC. Quando ela chega, ela é levada para frente das câmeras para uma entrevista ao E! que foi encaixada dentro da turbulenta agenda de promoção.
Mais cedo, Spears havia insistido que dessa vez, ela não quer realmente esperar o tipo de megaestrelato que ela aproveitou uma vez. Alguém acredita em uma popstar quando ela diz isso? Embora, talvez, Spears realmente queira dizer isso.
“Sabe”, ela diz, “agora eu não estou no ponto onde eu quero vender 50 milhões de cópias. Eu estive lá. Está feito. Eu só quero que as pessoas curtam a música”. Ela pausa para tomar fôlego. “Embora fosse legal ir direto para o número 1.” |
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Lançamento: jan/2004
Autor: William Shaw
Tradução: Gustavo Lemos
Fotos: Rank
Toque uma!
The Who
“Pictures of Lily” (1968)
Na qual Pete Townshend reconta a história de quando foi apresentado à pílula para dormir natural quando seu pai dá a ele algumas fotos lascivas.
Parte mais indecente: “Eu me cansei tanto de ter noites sem sono, eu fui lá e disse ao meu pai / Ele disse, ‘Filho, aqui estão umas coisinhas’ e as pregou na minha parede.”
Fator lenço-de-papel: 2 (de 5)
Ozzy Osbourne
“No Bone Movies” (1980)
Essa promessa culpada de deixar de lado os clímaxes rápidos do Spectravision com o Double O admitindo que, ai, esse é um outro hábito que ele não pode ignorar.
Parte mais indecente: “Voyeur apaixonado pela própria mão/Uma paixão venenosa, uma glândula vibrante.”
Fator lenço-de-papel: 3
Elvis Costello
“Pump It Up” (1978)
Com o físico, olhar e complexo de um membro do clube de xadrez da escola, ninguém poderia imaginar que Costello praticava constantemente o sexo mais seguro de todos.
Parte mais indecente: Sob o alfinete / Caio na submissão/Transmissão fugitiva / Sem uso de desejos agora para nenhum outro pecado.”
Fator lenço-de-papel: 2
Billy Idol
“Dancing With Myself” (1982)
Essa prazeirosa, brilhante cutucada poser em sua privacidade vem abaixo com uma das mais desagradáveis imagens na história do rock.
Parte mais indecente: “Quando não tem ninguém mais a vista/Na noite movimentada, solitária/Bem, eu espero tanto pela minha vibração amorosa/E eu estou dançando comigo mesmo.”
Fator lenço-de-papel: 2
Cyndi Lauper
“She Bop” (1984)
Ela insistiu que garotas só querem se divertir, e ela não estava brincando. Muito vista como um hino da liberdade sexual, muito devido à divertida batida pop.
Parte mais indecente: “Eles dizem que é melhor eu arranjar um acompanhante/Porque eu não consigo parar de brincar com a zona perigosa.”
Fator lenço-de-papel: 5
Radiohead
“Thinking About You” (1993)
Sim,Radiohead! Enervante. Depressivo. Solitário. O que você esperava? A página de cartas da revista Hustler?
Parte mais indecente: “Tenho pensado em você, e não há saída/Droga, eu ainda te amo, ainda te vejo na cama/Mas eu estou brincando comigo mesmo, o que te importa/Quando eu não estou aí.”
Fator lenço-de-papel: 1
Buzzcocks
“Orgasm Addict” (1977)
Esse padrão de punk é só a metade da pancadaria-do-macaco. Os passos viciosos de um casal com assistentes de açougueiro.
Parte mais indecente: “Você fica quente, você fica quieta/Mas você continua batendo sua carne na polpa.”
Fator lenço-de-papel: 4
The Divinyls
“I Touch Myself” ( 1991)
Uma admissão inambígua de uma auto-descoberta da Christina Amphlett, que deu ao Divinyls o único hit de sua carreira de 15 anos.
Parte mais indecente: “Eu não quero ninguém mais / Quando eu penso em você, eu me toco!”
Fator lenço-de-papel: 5
Queime, Baby, Queime!
Todas as melhores músicas de Britney, em um só lugar.
1. Early Mornin'
In The Zone
Jive, 2003
Moby produz essa ranhura abafada sobre baladeiros de plantão e abandono sexual na grande cidade. “Me encontrei com um cara chamado Joe... o que aconteceu depois, adivinhe o quê, nem queira saber”, Britney Spears sussurra totalmente alta.
Melhor Momento: Talvez o bocejo mais sexy já gravado. (1:17)
2. Oops!... I Did It Again
Oops!... I Did It Again
Jive, 2000
Britney prazeirosamente liga os garotos e os libera com um abuso vocal em “Oops!”, insolentemente deixando jogadores e perdedores de lado.
Melhor Momento: A linha do dinheiro “I'm not that innocent”. (1:07)
3. Boys
Britney
Jive, 2001
Um passo positivamente feminista até onde o teen-pop vai: Britney joga o roteiro de lado encarando caras e acaba encarando ela mesma.
Melhores Momentos: As palmas irregulares que ecoam a todo instante.
4. (You Drive Me) Crazy
...baby one more time
Jive, 1999
Uma declaração de amor tão histérica e consumidora quanto poderia acontecer somente com uma menina de 17 anos. Musicalmente, é o mesmo que ir ao extremo: uma batida hip-hop balança-os-sinos, um solo de guitarra orientado pelo rádio e um refrão grudento no topo.
Melhor Momento: “Me diga que você está a fim de mim,” ela implora. (1:23)
5. Brave New Girl
In The Zone
Jive, 2003
Inspirada nos versos ensolarados do No Doubt e com a era Mirways de Madonna em vista, ela canta sobre perder as inibições, ir para a pista de dança - e ir para a cama.
Melhor Momento: Britney canta sob a perspectiva de um homem: “Vamos para um quarto, garota; venha e passeie comigo.” (1:25)
6. (I Got That) Boom Boom (featuring The Ying Yang Twins)
In The Zone
Jive, 2003
Britney Spears faz hip-hop, celebrando a si mesma com a ajuda da dupla mais conhecida do sul.
Melhor Momento: Um suspiro bhangra estilo Panjabi MC deixa ainda melhor o incrível breakbeat. (0:51)
7. I'm a Slave 4 U
Britney
Jive, 2001
Ao longo do terceiro álbum, Spears diz que está crescendo, mas aqui ela rasteja em volta das gatinhas. The Neptunes voltam às origens com um electro grind ofegante.
Melhor Momento: No breakdown, sintetizadores arrulham enquanto Britney Ssussurra: “Like that”. (1:36)
8. baby one more time
...baby one more time
Jive, 1999
Uma obra-prima do duplo sentido adolescente, onde solidão quer dizer tesão e “me dê um sinal” é um desejo por uma ficada e uma orgia sadomasoquista. Isso a levou a ganhar 13 certificações de platina.
Melhor Momento: O eco das backing vocals quando Britney canta “I still believe!” (0:52)
9. Outrageous
In The Zone
Jive, 2003
Gemendo os louvores tanto de sua vida sexual quanto de suas compras sem limites — nessa mesma ordem — ela e o produtor R. Kelly trazem o funk do Centro-Leste.
Melhor Momento: Cantoria sem sentido. (1:10)
10. The Beat Goes On
...baby one more time
Jive, 1999
Seus covers — Satisfaction em seu segundo álbum, I Love Rock ‘N’ Roll no terceiro — geralmente são vergonhosos. Esse também é, mas ele traz um ótimo solo de baixo, enquanto as futuras músicas AWOL de um álbum do cantor Beck aparecem repentino.
Melhor Momento: Quando Britney canta: “We still dream of sharing our last” — beijoca — “kiss”. (2:41)
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